
Segundo Regina, existe o conceito de gravidez psíquica: a mãe precisa de um tempo maior do que apenas nove meses para se separar do bebê. Quando o filho nasce, a gente pira mesmo, regride, no bom sentido do termo, para poder se identificar com ele, ficar atenta a suas mínimas manifestações. Por isso, quando ele dá um gemido no quarto, a gente percebe e vai correndo olhar. O psicanalista britânico Donald Winnicott (1896-1971) chama esse estado de preocupação materna primária.
Essa espécie de prolongamento da gravidez vai até os cinco, seis meses. "Se perguntarmos ao marido sobre como a mulher estava nesta fase, ele se lembra dela pirada", diz. À medida que o bebê vai se percebendo como um ser separado da mãe, ela volta ao normal. Já para o norte-americano Daniel Stern, esse período se estende até o fim do primeiro o segundo ano.
Uma outra corrente acredita que, num estágio da evolução, a gravidez foi encurtada de 12 meses para nove. Isso teria ocorrido porque o cérebro se desenvolveu demais, e a cabeça do bebê não passaria pela vagina se ela durasse um ano. Com esse nascimento prematuro, os bebês apresentam as temidas cólicas: choro inconsolável que se encerra quando a criança completa 3 meses de vida (ou 12 de "gravidez").
Para acalmá-las seria preciso reproduzir as condições do útero. Certos povoados de Bali e tribos do Himalaia são "sociedades sem cólica" porque as mulheres carregam os filhos quase 24 horas por dia, embalando-os numa repetição intra-uterina. Então, some no mínimo três meses à sua conta de nove.
Revista Pais e Filhos - edição junho 2005
por Larissa Purvini
Um comentário:
bom para aprender sobre esse tipo de mitos que as pessoas são idealizadas como temos de ter a certeza de que nós dizemos eo que fazer no caso é verdade
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